Porteiro de condomínio terá funções diferenciadas das de vigilante. Entenda as novas regras e veja o que o síndico deve fazer.
STJ mantém condenação de condomínio por furto: o que o síndico precisa saber
Uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) colocou novamente a segurança condominial no centro das atenções.
Em julgamento divulgado em 3 de setembro de 2026, a 3ª Turma do STJ manteve, por unanimidade, a condenação de um condomínio do Rio de Janeiro por danos relacionados ao furto ocorrido dentro de um apartamento.
Segundo o entendimento do tribunal, ficou demonstrado que uma falha no controle de acesso do edifício contribuiu para a entrada dos criminosos e, consequentemente, para a ocorrência do furto.
🏢 Condomínio pode ser responsabilizado por furto?
Essa é justamente a questão que merece atenção.
A responsabilidade do condomínio não é automática simplesmente porque ocorreu um furto.
O ponto fundamental analisado pelo STJ neste caso foi a existência de negligência no controle de acesso, que teria contribuído para a entrada dos criminosos.
Ou seja, a discussão não é apenas sobre o crime cometido, mas também sobre a existência de uma eventual falha na segurança oferecida pelo condomínio.
🔐 Controle de acesso precisa ser levado a sério
A portaria é uma das principais barreiras de segurança de um condomínio.
Procedimentos aparentemente simples podem fazer grande diferença:
- Identificação de visitantes;
- Confirmação com o morador;
- Controle de prestadores de serviço;
- Registro de entradas;
- Monitoramento por câmeras;
- Controle de acesso de veículos;
- Orientação dos funcionários.
Quando esses procedimentos não são seguidos, o condomínio pode ficar mais vulnerável.
👮 O porteiro não deve improvisar
Um dos maiores riscos é quando cada funcionário adota um procedimento diferente.
Por isso, o condomínio deve possuir regras claras sobre situações como:
Visitante chegou → identificação → contato com o morador → autorização → liberação.
O mesmo vale para prestadores de serviços, entregas, mudanças e visitantes recorrentes.
Quanto mais padronizado for o procedimento, menor a possibilidade de falhas.
📹 Câmeras não substituem procedimentos
Ter dezenas de câmeras instaladas não significa necessariamente ter um sistema de segurança eficiente.
As imagens são importantes, mas precisam estar integradas a uma estratégia.
É necessário verificar:
- Se as câmeras estão funcionando;
- Se os pontos estratégicos estão cobertos;
- Se as gravações estão sendo armazenadas corretamente;
- Quem pode acessar as imagens;
- Por quanto tempo elas ficam disponíveis.
Tecnologia sem procedimento pode criar uma falsa sensação de segurança.
⚠️ E se o condomínio não tiver portaria 24 horas?
A ausência de portaria presencial não significa ausência de responsabilidade na gestão da segurança.
Condomínios com portaria remota, controle eletrônico ou sistemas automatizados também precisam estabelecer protocolos adequados.
O importante é que exista um sistema capaz de reduzir vulnerabilidades e responder adequadamente às situações de risco.
📋 O síndico deve revisar os procedimentos?
Sim.
A decisão recente é uma boa oportunidade para todos os condomínios realizarem uma revisão preventiva.
O síndico pode começar fazendo cinco perguntas:
- Quem pode autorizar a entrada de visitantes?
- Como os prestadores são identificados?
- Existe procedimento para situações suspeitas?
- As câmeras e controles de acesso estão funcionando corretamente?
- Os funcionários recebem treinamento periódico?
Se alguma dessas respostas não estiver clara, existe uma oportunidade de melhoria.
🛡️ Segurança é responsabilidade coletiva
Moradores também possuem um papel importante.
Atitudes como não liberar desconhecidos pelo interfone, não compartilhar controles de acesso e comunicar movimentações suspeitas ajudam a proteger todo o condomínio.
Segurança não depende apenas do porteiro ou do síndico.
Ela funciona quando moradores, funcionários, administração e tecnologia trabalham juntos.
💼 O papel da administradora
Uma boa administradora pode auxiliar o síndico na organização dos processos, na documentação e no acompanhamento das medidas necessárias para uma gestão mais segura.
Na COMSIND, acreditamos que a prevenção deve fazer parte da rotina da administração condominial.
Mais do que reagir depois de um problema, é importante identificar riscos e corrigi-los antecipadamente.
Conclusão
A decisão recente do STJ serve como um importante alerta para os condomínios brasileiros.
Não basta possuir equipamentos de segurança. É necessário ter procedimentos, treinamento, fiscalização e controle de acesso eficiente.
Cada condomínio possui uma realidade diferente e deve avaliar suas necessidades de forma individual.
Para o síndico, a melhor estratégia continua sendo a prevenção.
COMSIND — gestão profissional para condomínios mais seguros, organizados e preparados.
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